quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Sentimentos que nos invadem...


Durante a vida somos capazes de experimentar e de sentir tudo. São muitas as sensações que nos invadem. Paixão, saudades, culpa, dor, remorso, excitação, optimismo, desejo entre muitas outras.
Sabemos reconhecer cada uma destas alegrias e tristezas, não há muita novidade quanto a isso. Já vivenciamos um pouco de cada coisa, e o que não foi vivenciado, foi já testemunhado através de um filme ou de alguém próximo.

Há, no entanto, um sentimento que não aparece muito, que raramente faz parte das cenas de cinema, e quando o sentimos na própria pele, é como se fosse uma visita incomoda.

É da Humilhação que falo.

Há muitas maneiras de uma pessoa se sentir humilhada. A mais comum é aquela em que alguém nos menospreza diretamente, nos reduz, nos coloca no devido lugar.
Mas que lugar é esse?

Normalmente são opressões hierárquicas: patrão-empregado, professor-aluno, adulto-criança, rico-pobre... enfim muitas situações.

Respeito a hierarquia, mas não engulo a soberba alheia, e este tipo de humilhação só não causa maiores estragos porque sei que é fruto da arrogância, e os arrogantes não são mais do que pessoas com complexo de inferioridade. Humilham para não se sentirem humilhados.

Mas e quando a humilhação é fruto da hierarquia?  Ou de algo muito superior e mais massacrante?
Tentamos superar o mal estar e a dor e não conseguimos, oferecemos o nosso corpo e o nosso carinho a quem não valoriza??
Quando não nos respeitam, e ofendem o mais intimo do nosso ser.  
E tentamos enfrentar o desconhecido, as nossas fraquezas, as emoções mais escondidas, aquelas que julgávamos superadas, ou melhor, adormecidas para sempre.

E quando a humilhação acontece no seio de um lar impiedoso? Em que as paredes apenas servem para guardar e ocultar esses sentimentos. É uma dor profunda, tortura, que nos prende em amarras difíceis de soltar.
E a dor instala-se, agudiza-se, afunda-nos, desmoraliza-nos, destrói-nos, desmotiva-nos e aos poucos mata... e acaba com qualquer réstia de amor, de paixão, de carinho que ainda possa habitar no nosso coração.


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